Atuante em grandes empresas multinacionais,
Costa conta que decidiu escrever o livro
depois de perceber que amigas e conhecidas
sofriam frequentemente por conta de
escolhas erradas. “Claro que o amor
tem que prevalecer, mas como numa seleção
profissional, deve haver uma avaliação prévia
das qualidades do parceiro. Não pode ser baseado só na paixão cega”, defende.
Mais que dialogar, testes de habilidades podem ser úteis. “Se você quer ter filhos,
é bom expor o seu namorado a situações que ele tenha que lidar com crianças
ou assuntos infantis. O moço pode ser um bom companheiro, por exemplo,
mas não necessariamente um bom pai”, completa.
- Definindo o perfil para a vaga
Antes de começar uma seleção para uma posição em sua equipe, as empresas
definem as características ideais do futuro ocupante. Segundo Costa, as mulheres
devem fazer o mesmo e estabelecer uma lista com pelo menos dez requisitos que
um parceiro deve ter. Por exemplo: ser inteligente, bom com crianças, trabalhador,
atlético, saber cozinhar, gostar de viajar, entre outros fatores. “Mas é bom ter cuidado.
Se você coloca padrões altos, vai ter que estar à altura deles.
Ou será como uma empresa que tenta contratar um executivo de ponta com um
salário abaixo do mercado”, alerta. O bacana é que o pretendente imaginário
seja desenhado com qualidades e valores essenciais, porém em outras áreas,
como a financeira, os dois podem crescer juntos.
- Antecipando crises
Nessa busca pelo parceiro ideal, o autor aconselha que as mulheres apostem suas
fichas na etapa que ele considera mais importante: a entrevista. Isso não significa
que o namorado deve ser colocado numa cadeira e interrogado. “A fase de
entrevistas nos relacionamentos é durante todo o namoro. Mais do que indagar
sobre suas dúvidas, a mulher deve antecipar situações de crise de um casamento.
Por exemplo, quando ela tem um problema, como ele reage? Dá sugestões, tentar
ajudar ou não se envolve? Isso pode ser um indicador de como será a dinâmica
do casamento”, aponta Costa.
- Checando referencias antes de ‘contratar’
Obviamente, numa entrevista de emprego ninguém fala mal de si mesmo.
O que as empresas fazem para descobrir se todas as informações do currículo
são verdadeiras é checar as referências com os empregadores anteriores.
Já nos relacionamentos, não dá para uma mulher telefonar para as ex-namoradas
do parceiro. Mas é possível ter boas informações conhecendo a família dele
e percebendo como age em sua própria casa com as figuras femininas,
como mãe e irmãs. Também vale ouvir as opiniões dos seus amigos
Pares e superiores enxergam a relação de fora, com outra perspectiva.
- Avaliando o desempenho do novo ‘funcionário’
Depois de todas as etapas de seleção, a mulher finalmente encontra alguém
para contratar, ou melhor, se casar. Mas nem por isso ela deve abandonar
a transposição das técnicas de RH para a vida afetiva, de acordo com Costa.
Depois de seis meses ou um ano de casamento, é hora de avaliar se todas
as competências definidas na fase anterior estão sendo cumpridas.
“A ideia é levantar os pontos fracos do casal e descobrir no que os dois podem
melhorar na vida conjunta, garantindo que a relação dure mais”, propõe.